Situação da Educação nas Zonas Recônditas
Língua Portuguesa (LP)
como Língua Segunda (L2)
A realidade moçambicana
mostra que grande parte dos alunos entram a escola pela primeira vez falando as
línguas moçambicanas como sua Língua Primeira/Materna e a língua de instrução
em Moçambique que é a Língua Portuguesa (LP) como a Língua Segunda L2. Esta
situação tem sido uma autêntica barreira para a eficácia do Processo
Ensino-Aprendizagem (PEA).
A falta do domínio do
uso da língua de instrução por parte do aluno, faz com que ele não tenha uma
participação activa nas aulas, atropelando assim o propósito da Educação que
visa que a aula deve estar centrada no aluno.
Vídeo abaixo
Na perspectiva de se
resolver esta problemática, em algumas escolas nos distritos introduziu-se o
modelo de Ensino Bilíngue. Este modelo pressupõe a ensino com as línguas
moçambicanas de acordo com a língua predominante em cada localidade, sendo que
nas classes iniciais, 1ª e 2ª classe respectivamente as línguas moçambicanas
são usadas na íntegra e a partir da 3ª a 4ª entra-se na fase de transição do
uso das línguas moçambicanas para instrução para o uso da língua oficial de
instrução em Moçambique.
O professor pode
recorrer as línguas moçambicanas como recurso para a explicitação de
determinados conteúdos.
Como sugestão poderia se
introduzir as línguas moçambicanas como uma cadeira (Disciplina), de acordo com
as línguas faladas em cada localidade.
Editado por: Elias Jose Mucavel

